segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Sublime Doação




“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho te dou. Em nome de Jesus-Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos, 3: 6)

“À porta do templo, chamada Formosa, o apóstolo Pedro e o deficiente físico.
Entre ambos um momento de expectativa.
Da alma cansada e sofrida – que espera.
Da alma plena de fé e estuante de amor – que doa.
Não há indagações nem hesitações.
Apenas a sublime doação.
Eis aí o significado profundamente belo sublimado do passe: a doação de alma para alma.”

O socorro, através dos passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos.
O Novo Testamento, para referir-nos apenas ao movimento evangélico, é valioso repositório de fatos nos quais Jesus e os apóstolos aparecem dispensando, pela imposição das mãos ou pelo influxo da palavra, recursos magnéticos curadores.
Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual, embora as crônicas registrem semelhante atividade no seio da própria Igreja, através de virtuosos sacerdotes.
Os centos espíritas convertem-se, assim, numa espécie de refúgio para aqueles que não encontram na terapêutica da Terra o almejado lenitivo para os seus males físicos e mentais.

1 - Considerações gerais sobre o magnetismo humano

No Espiritismo – doutrina de origem cristã – ou o próprio consolador prometido por Jesus, vemos a conciliação da prática magnética enriquecida com os sentimentos de religiosidade e de amor em sua plenitude. Os Evangelhos alertam: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes de graça daí”. Ao afirmar que se deve dar de graça o que de graça se recebe, Jesus estabelece a regra áurea da caridade cristã, ou seja, a gratuidade das benesses concedidas em seu nome. Por conseguinte, em relação ao magnetismo curador, o Mestre apenas referenda o emprego de algo que se acha ao alcance daqueles que manifestam boa vontade e sentimento de compaixão pelos semelhantes. Após o advento da Terceira Revelação, o correto aproveitamento do magnetismo humano tornou-se popularizado por meio dos “passes”. De acordo com os postulados de Allan Kardec a ação magnética pode ser exercida de três maneiras: 1 – pela expansão e direcionamento adequado do campo vibratório do próprio magnetizador; 2 – pela iniciativa dos espíritos desencarnados; 3 – pela interação dos campos magnéticos do espírito e do magnetizador. Esta última modalidade intensifica e depura a qualidade do fluxo magnético dispensado pelo sujeito.

2 - O conhecimento espírita ajuda a otimizar a terapia magnética

De acordo com os padrões doutrinários, os passes magnéticos se fundamentam em certas qualidades, por exemplo: 1 – Pensamento e vontade – “Existindo no homem a vontade em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas sempre serviu para curar, quanto para aliviar” - . Pensamento e vontade se conjugam no passe magnético. A transmissão fluídica não obedece apenas ao gesto mecânico da imposição das mãos. Existe algo mais profundo na essência. A operação em seu funcionamento é de natureza mental com as devidas repercussões no campo físico. “O pensamento, que provoca uma emissão fluídica, pode operar certas transformações moleculares e atômicas, como se vêem ser produzidas sob a influência da eletricidade, da luz, ou do calor”. Esse comentário do codificador, nos mostra o quanto é profunda e dinâmica, a ação do magnetismo no organismo humano. Sob a ação magnética as moléculas orgânicas malsãs são substituídas por moléculas vibratoriamente salutares, de tal forma que a saúde aos poucos se restabelece.

3 - Prece e ação dos espíritos.

“A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica”. A prece é a maneira pela qual dialogamos com Deus ou com os Seus enviados. Os espíritos bondosos se aproximam de quem ora com sinceridade e fervor. Se dirigida a um enfermo,como ficou visto acima, a oração intercessória, feita no decorrer do “passe”, equivale a uma potente magnetização , intensificada pelo concurso dos espíritos atentos aos chamamentos do bem. (Revista Espírita Internacional janeiro 2004, numero 12)

“E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva.” – (MARCOS, 5: 23)

“Jesus impunha as mãos nos enfermos e transmitia-lhe os bens da saúde. Seu amoroso poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos para restaurar a harmonia indispensável.
Nenhum ato do Divino Mestre é destituído de significação. Reconhecendo essa verdade, os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do Senhor e tornavam-se instrumentos da Divina Misericórdia.
Atualmente, no Cristianismo redivivo, temos, de novo, o movimento socorrista do plano invisível, através da imposição das mãos. Os passes, como transfusões de forcas psíquicas, em que preciosas energias espirituais fluem dos mensageiros do Cristo para os doadores e beneficiários, representam a continuidade do esforço do Mestre para atenuar os sofrimentos do mundo.
Seria audácia por parte dos discípulos novos a expectativa de resultados tão sublimes quanto os obtidos por Jesus junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes.
O Mestre sabe, enquanto nos outros estamos aprendendo a conhecer. É necessário, contudo, não desprezar-lhe a lição, continuando, por nossa vez, a obra do amor, através das mãos fraternas.
Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de Jesus.
Não importa a formula exterior. Cumpre-nos reconhecer que o bem pode e deve ser ministrado em seu nome.” (Livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, mediunidade Francisco Candido Xavier)

2 comentários:

Livinha disse...

Disponibilidade + Doação = Espirito de Amor

Quando o espirito amor
se instala dentro da gente
é possivel amar indiferentemente
de cor, raça, credo e religião

Quando decidirmos estar aberto
é possível receber um irmão,
sem dar credito aos obstáculos
porque isto é determinação

Quando decidirmos ter humildade
é possível ver a todos com igualdade
não achando que somos mais
nem tão pouco de menos
mas gesticulando aceno

Quando decidirmos socorrer
não devemos medir esforços
deixando tudo acontecer,
atraindo pra nós o remorso

Quando decidirmos fazer caridade
viremos às costa para o egoísmo
para que seja possível dividir
desenvolvendo altruísmo...

Enfim,
quando decidirmos ser disponíveis
viveremos num mundo mais bonito
de risos, Fé, esperança e cor
e seguiremos para um infinito de amor

Bjs Josito
Mto bom sua esplanação.

Josinaldo Lacerda disse...

Gostei Livinha do seu depoimento em versos e com tanta boa prosa versificada, que beleza!O ponto culminante a que vc chegou é sem dúvida a humildade, pois nada é nosso se melhor reflexionarmos, apenas estamos desabrocando o Deus em nós, pois na verdade ele nos fez mergulhados dentro dele e por isso mesmo precisamos exteriorizá-lo para sermos felizes.I love you!