terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Natal Simbólico


NATAL SIMBÓLICO


IRMÃO X (Livro Pontos e Contos – psicografia Francisco Cândido Xavier)



Harmonias cariciasses atravessam a paisagem, quando o lúcido mensageiro continuou:

- Cada Espírito é um mundo onde o Cristo deve nascer...
Fora loucura esperar a reforma do mundo, sem o homem reformado. Jamais conheceremos povos cristãos, sem edificarmos a alma cristã...

*

Eis por que o Natal do Senhor se reveste de profunda importância para cada um de nós em particular.
Temos conosco oceanos de bênçãos divinas, maravilhosos continentes de possibilidades, florestas de sentimentos por educar, desertos de ignorância por corrigir, inumeráveis tribos de pensamentos que nos povoam a infinita extensão do mundo interior. De quando em quando, tempestades renovadoras varrem-nos o íntimo, furacões implacáveis atingem nossos ídolos mentirosos.

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Quantas vezes, o interesse egoístico foi o nosso perverso inspirador?
Examinando a movimentação de nossas idéias próprias, verificamos que todo princípio nobre serviu de precursor ao conhecimento inicial do Cristo.

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Verificou-se a vinda de Jesus numa época de recenseamento.
Alcançamos a transformação essencial justamente em fase de contas espirituais com a nossa própria consciência, seja pela dor ou pela madureza do raciocínio.
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Não havia lugar para o Senhor.
Nunca possuímos espaço mental para a inspiração divina, absorvidos de ansiedades do coração ou limitados pela ignorância.

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A única estalagem ao Hóspede Sublime foi a Manjedoura.
Não oferecemos ao pensamento evangélico senão algumas palhas misérrimas de nossa boa-vontade, no lugar mais escuro de nossa mente.

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Surge o Infante Celestial dentro da noite.
Quase sempre, não sentimos a Bondade do Senhor senão no ápice das sombras de nossas inquietações e falências.

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A estrela prodigiosa rompe as trevas no grande silêncio.
Quando o gérmen do Cristo desponta em nossas almas, a estrela da divina esperança desafia nossas trevas interiores, obscurecendo o passado, clareando o presente e indicando o porvir.

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Animais em bando são as primeiras visitas ao Enviado Celeste.
Na soledade de nossa transformação moral, em face da alvorada nova, os sentimentos animalizados de nosso ser são os primeiros a defrontar o ideal do Mestre.
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Chegam pastores que se envolvem na intensa luz dos anjos que velam o berço divino.
Nossos pensamentos mais simples e mais puros aproximam-se da idéia nova, contagiando-se da claridade sublime, oriunda dos gênios superiores que nos presidem aos destinos e que se acercam de nós, afugentando a incompreensão e o temor.
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Cantam milícias celestiais.
No instante de nossa renovação em Cristo, velhos companheiros nossos, já redimidos, exultam de contentamento na esfera superior, dando glória a Deus e bendizendo os Espíritos de boa-vontade.

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Divulgam os pastores a notícia maravilhosa.
Nossos pensamentos, felicitados pelo impulso criador de Jesus, comunicam-se entre si, organizando-se para a vida nova.

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Surge a visita inesperada dos magos.
Sentindo-nos a modificação, o mundo observa-nos de modo especial.

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Os servos fiéis, como Simeão, expressam grande júbilo, mas revelam apreensões justas, declarando que o Menino surgiria para a queda e elevação de muitos em Israel.
Acalentamos o pensamento renovador, no recesso d’alma, para a destruição de nossos ídolos de barro e desenvolvimento dos germens de espiritualidade superior.
*

Ferido na vaidade e na ambição, Herodes determina a morte do Pequenino Emissário.
A ignorância que nos governa, desde muitos milênios, trabalha contra a idéia redentora, movimentando todas as possibilidades ao seu alcance.
Conserva-se Jesus na casa simples de Nazaré.
Nunca poderemos fornecer testemunho à Humanidade, antes de fazê-lo junto aos nossos, elevando o espírito do grupo a que Deus nos conduziu.

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Trabalha o pequeno embaixador numa carpintaria.
Em toda realização superior, não poderemos desdenhar o esforço próprio.

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Mais tarde, o Celeste Menino surpreende os velhos doutores.
O pensamento cristão entra em choque, desde cedo, com todas as nossas antigas convenções relativas à riqueza e à pobreza, ao prazer e ao sofrimento, à obediência e à mordomia, à filosofia e à instrução, à fé e á ciência.
Trava-se, então, dentro de nosso mundo individual, a grande batalha.

*

A essa altura, o mensageiro fez longa pausa.
Flores de luz choviam de mais alto, como alegrias do Natal, banhando-se a fronte. Os demais companheiros e eu aguardávamos, ansiosos, a continuação da mensagem sublime; entretanto, o missionário generoso sorriu paternalmente e rematou:
- Aqui termino minhas humildes lembranças do Natal simbólico. Segundo observais, o Evangelho de Nosso Senhor não é livro para os museus, mas roteiro palpitante da vida.



2 comentários:

Livinha disse...

Meu irmãozinho, que bom constatar que vc agora está aqui deslanchando com seu blogger. Tudo perfeitinhoooo. Mto bom.
É meu querido, eis que o Natal se aproxima e eu sem nada poder dizer... Apenas o necessário quando se retrata o nascimento de Jesus trazendo ao mundo o ensejo de Boas aventuranças bem como um pacote de exemplos desenvolvidos por ele no repassar das mensagens aos homens de Boa vontade. História esta que ainda que o mundo tenha tomado conhecimento do transcorrido, muitos parecem que se esqueceram. Mas não posso deixar de ressaltar que a parte ignorante tbém foi retratada naquela época e que pena que ainda prevalece em grande parte do nosso planeta. Feliz de quem viu, ouviu e procurou acreditar e refazer-se o quanbto antes a trajetória, pois que quem ainda não compreendeu o desenlace do todo transcorrido, ainda jaz nos recônditos das trevas acreditando em suas certezas da incredulidade, e ainda omissos ao crescimento espiritual. Natal, pelo que compreendo hoje é uma mistura de prazer, de alegria, uns nos lembretes do cristo em agradecimento a sua luta e exemplos de força, coragem e dignidade, outros, infelizmente ainda pensam ser troca de ofertas materiais onde esse prazer consta ainda ser enrraigado plenamente a materia e nada mais... Eu particulamente sinto tristeza, por não está junto aos dois amores de minha vida, nossa mãe e meu companheiro, irmãos nossos em cristo, espíritos afinizados no decorrer de nossa trajetória. Não poderei os tocar neste percurso mais, mas sei que poderei ser vista por eles, abraçada e nos meus pensamentos passar a eles a minha manifestação de saudade... Como dói meu irmão....
Beijos
Adoro seus textos tão bem desenvolvidos e explicados dentro do seu entendimento claro e preciso. Parabéns!

Josinaldo Lacerda disse...

É Livinha, muito obrigado pela força. Somos todos filhos do amor de Deus e de alguma forma buscando está em paz com nosco mesmo, vencendo as nossas frustaçes, inquitações, perdas etc. Estamos navegando mundo sem sermos do mundo , mas em trâsito, enquanto buscamos algum lugar do futuro como ponto de refazimento de energias e assim vamos viven o porvir. Desanimar nunca, gritar sim e se possíel vem alto, mas com dignidade pois o Cristo nos garante que estamos no mundo para vencer! Nata é tempo de reflexão, de ouvir Jesus, de planejarmos o bem, de vibrar com coração da alma e de verdadeiramente acreditarmos mas em Deus, em Jesus trabalhando os nossos pensamentos e canalizando-os no objetivo construtivo da alma, esse dom divino que vibra dentro de nós. Beijos minha, muita paz, te amo e conto com você e pode contar comigo para nos fortalecermos na que fé que só a alcandorada Doutrina Espírita pode efetivaqmente nos proporcionar!