quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O AMOR





A exteriorização do psiquismo divino pode ser considerada como o Amor que tudo cria e vitaliza.
Por essa razão, o Apóstolo João afirmava que Deus é amor.
No universo, ele se expressa como a força de atração e reação gravitacional, manifestando-se em diferentes leis que sustentam o equilíbrio das Galáxias.
No reino mineral, ele é a energia que aglutina as moléculas e as mantém unidas, aparentemente insensíveis, nas quais dormem os elementos vitais, que desabrocharão na sucessão dos milênios.
No reino vegetal, encontra-se como a sensibilidade embrionária, que desperta, a pouco e pouco, adquirindo os pródomos das porvindouras sensações.
No reino animal, converte-se na percepção e conquista do instinto que preserva a vida, estabelecendo os primeiros vínculos sociais, gregários, em grupos, em sociedades da mesma espécie, antecipando os passos do porvir.
No reino hominal, é o sentimento que se expande, manifestando-se em forma de proteção no clã: maternal, paternal, fraternal, nacional, para generalizar-se na comunidade, em ensaios eloqüentes para o universal...
Sem o amor, a vida não existiria, e, mesmo que a Lei da Criação estabelecesse os fenômenos vitais, faltaria o élan de sustentação das formas e dos seres existenciais.
Quando o amor vige, tudo respira paz, e a alma dos homens e das coisas adquire beleza, crescendo para a plenitude.

*

Na montanha, o canto das bem-aventuranças, proferido por Jesus, é o mais belo poema que a Humanidade jamais escutou, em forma de exaltação da verdade, da justiça, dos valores morais, das virtudes. No Calvário, porém, cuja trajetória tem início na entrada triunfal em Jerusalém, o Mestre viveu-o intensamente, por conhecer a imaturidade psicológica e evolutiva daqueles que O aplaudiam, a princípio, para depois O levarem à Crucificação.
O amor impregnou-Lhe a vida em todos os momentos do ministério, tornando-O, então, o símbolo mais perfeito de que se tem notícia, a respeito desse hálito da Vida, que é o amor.
Nas estradas da Úmbria, em renúncia comovedora, Francisco de Assis desfraldou a bandeira do amor e penetrou-se desse sentimento, de tal modo que se casou com a senhora pobreza, tomando como seus irmãos, os animais, as águas, o Sol, a Lua, a natureza, que decantou em hinos de incomparável beleza. Na solidão da Porciúncula, onde morreu, foi o amor que irradiou que o tornou o mais sublime símile do Amigo Divino, a Quem imitava.
Nos dolorosos testemunhos das enfermidades, Teresa de Ávila encontrou no amor do Mestre, o seu divino noivo, a força, a coragem e a esperança para ser fiel ao mandato de abnegação, tornando-se sábia e exemplo da plena comunhão com o pensamento do seu Amado.
Pasteur, por amor à Humanidade, entregou-se aos exaustivos labores de pesquisa, e libertou os seres de males e misérias que os dizimavam.
Marie Curie, vitimada pelo câncer contraído nas experiências radioativas, prosseguiu, abnegada, e abriu à Física Nuclear horizontes dantes jamais sonhados, por amor à Ciência.
Miguel Ângelo interpretou em cores as visões transcendentes, com sacrifícios e sob incompreensões terríveis, por amor à arte...
Dante, por amor a Beatriz, compôs a imortal Divina Comedia, colocando em cantos de incomum beleza as visões psíquicas de que era objeto, para engrandecimento dos homens.
O amor está presente em tudo – sem sua vigência se volveria ao caos da origem, que o Amor organizou e deu direcionamento.

*

Somente quando se ama é que se alcança o fanal da existência.
Quando o ser humano permitir que o amor o ilumine e o mantenha, alcançará o patamar da angelitude e avançará com segurança no rumo do Divino Amor.
Assim sendo, o amor é a expansão do Divino Psiquismo, e sem ele nada existe.

Joanna de Ângelis (Espírito), mediunidade Divaldo Franco

2 comentários:

Livinha disse...

O lindo coração colocado
em sua apresentação,
me fez lembrar de uma frase
que escutei ainda em terra
idade:
"Brasil, pátria do Evangelho
Coração do Mundo"
Tema assim tão profundo
que me faz arrepiar,
ainda mesmo me orgulhar
de ser brasileira...
Ah, o amor,
palavrinha de quatro letras
equilibrada, sem pender para
nenhum dos lados
bem distribuida,
em parceria, cada letra
com um parceiro do lado..
parece ser de origem Romana
quando se ler de trás pra frente
Roma. De qualquer jeito
é um nome que sob efeito
se origina de uma proveniência
donde uma história de eras longiquoas aqui chegou...
Mas não tô querendo advinhar Jô
apenas estou deslanchando as letras
embaralhando. Olha só, trocando as letras, pode-se formar Mora, ou ramo, roma, amor, maor ou moar, roam, arom... viu, que equilíbrio entre elas, porque tem como maestria somente amor... É o amor o culpado de tudo isto, onde transita, fica belo...
Pronto, eis as palavras minhas...
Bjsss

Josinaldo Lacerda disse...

É isso mana, o amor tudo liga, tudo une, pois o amor parte de Deus e é onde tudo está mergulhado sob o olhar do supremo arquiteto do universo.As primeiras paloavras de Jesus a dois mil anos foi o amor para mostrar que o amor é a causa de tudo do universo e da vida! Valeu sua mensagem!