sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Sentido da vida


A morte física não é o fim. É pura mudança de capitulo no livro da evolução e do aperfeiçoamento. Ao seu influxo, ninguém deve esperar soluções finais e definitivas, quando sabemos que cem anos de atividade no mundo representam uma fração relativamente curta de tempo para qualquer edificação na vida eterna. Emmanuel, no prefácio do livro Missionários da Luz do espírito André Luiz psicografia de Francisco Candido Xavier.

A morte da forma não santifica o ser que a habitou! Se o raio de sol não se contamina ao contacto do pântano, também o doente rebelde é o mesmo enfermo se apenas troca de residência. O corpo físico representa apenas o vaso em uso, durante algum tempo, e o vaso quebrado não significa redenção ou elevação do seu temporário possuidor. André Luiz – no Livro Missionários da Luz.

Depois da morte física, o que há de mais surpreendente para nós é o reencontro da vida. Aqui aprendemos que o organismo perispirítico que nos condiciona em matéria mais leve e mais plástica, após o sepulcro, é fruto igualmente do processo evolutivo. Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno, e todas as forcas da Criação aperfeiçoam-se no Infinito. André Luiz, no livro No Mundo Maior.

“Com a reencarnação e o progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no Espaco e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e desencarnados, e daí o estreitamento dos laços de afeição.

“Não atentem nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem,; porque as que se vêem são temporárias, e as que não se vêem são eternas” Paulo (cors. 4: 18)

A mensagem espírita realmente consola e nos inspira a esperança no futuro que nos aguarda enquanto seres espirituais vinculados ao organismo biológico e na busca incessante dos dias prometido pelo Mestre de Nazaré que nos manda perseverar até o fim, concluindo que “no mundo tereis aflições, mas eu venci o mundo”. Jesus de fato venceu o mundo, mas nós não precisaremos vencer o mundo, mas vencer no mundo. O Divino Amigo, veio das estrelas distantes a quatro bilhões de anos para dirigir o nosso orbe planetário desde do momento em que “a Terra deslocou-se da Nebulosa Solar”conforme as informações sábias do Espírito Emmanuel no livro A Caminho da Luz, psicografia do venerando médium Francisco Cândido Xavier. Ele sim precisou e venceu o mundo pois que ele era puro Espírito, mas a Terra um mundo de expiação e provas. Ele veio das moradas iluminadas, e fez-se modelo a ser seguido na Terra, conforme o ítem 625 de O Livro dos Espíritos. Garantiu ser a Luz do Mundo e foi taxado de suspeito por testificar de si mesmo ao que ele redargüiu com propriedade: “Posto que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou.” (João, 8:13-14). Há quantos séculos o Jesus envolve a Humanidade nos seus pensamentos e sempre cuidando das ovelhas a ele confiadas pelo o autor divino! Os tempos em que vivemos hoje é sinal nítido de que as promessas do Cristo faz-se cumpridas nas tormentas por que passa o mundo em que além das agitações das entranhas da Terra, agora também as entranhas dos homens escancaram-se e eles não sabem para onde correr, pois que os poderes efêmeros, os conhecimentos acadêmicos, os pós-doutoramento, as cátedras conquistadas, os títulos de doutores nada resolvem os abismos terríveis, a sacudir o pobre homem planetário nas interrogações, nas indagações, quando o mestre já havia alertado a dois mil anos que “não passará essa geração até que se cumpra à Lei.” Claro, referia-se o sublime peregrino as Leis sábias de Deus que rege a dimensão física do Universo, mas também as regiões complexas do Espírito, da alma, da inteligência que plasma as construções deste universo material, que vem da mente do universo invisível que é muito mais real e que não se pode ver com os olhos físicos do templo de carne, ou com a ilusão dos sentidos transitórios deste mundo que nos conduz a perfeição moral, para buscamos o primado do Espírito. Não nos enganemos, pois os tempos são chegados! O momento que vivemos convida-nos a profunda reflexão. Precisamos ligarmos-nos cada vez mais a nossa realidade espiritual, buscando entender o sentido existencial, a vida que transcende. Chegou o momento de sintonizar os nossos pensamentos com o do Cristo buscando entender a sua Oração Sacerdotal no Horto da Oliveiras, quando em fervorosa mensagem em prece ele pronuncia as expressões: “ Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Não peço que os tires do mundo; mas que os guarde do mal.” E mais na frente: “ Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo”.
Sem dúvida o mundo que buscamos é o Universo, é o Cosmo é a infinidade! Este é o real sentido da vida! É o mundo maior no dizer de André Luiz (Espírito), onde tudo está mergulhado sob o hausto divino, no éter, no fluido cósmico universal, onde tudo está vivo, imensamente vivo! Não só as galáxias visíveis que tanto encantam aos Astrônomos, mas as GALÁXIAS invisíveis, tão invisíveis quantos nós os homens desprovidos da roupagem biológica, mas tão imenso quanto os ilimitados pensamentos que numa abstração vislumbramos, tão infinita quanto o pensamento divino, tão distante quanto a caminhada incessante que haveremos de perlustrar, andarilhar, voar indo ao encontro de Deus; isto sim é a nossa busca do Reino de Deus como nos ensina Jesus!

2 comentários:

Livinha disse...

Parsbéns mano querido, você conseguiu!!! Chic e lindo. Lindo e produtivo.
De fato, a morte física não é o fim, mas sempre o recomeço de tudo. É a continuidade no sentido proposto a que buscamos desempenhar a reforma intima, dando o verdadeiro sentido da vida... Deus nos abençoe diante de nossa cavalgada para que não nos sintamos desestimulados, desanimados, para atingir ao fim real desejado....
Felicidades pra você meu irmão, para mim, para todos nós serres caminhantes desta jornada fortalecedora a que Jesus nos confiou....
Beijos e prossiga sempre do lado daí enquanto que eu prosseguirei do lado de cá.

Josinaldo Lacerda disse...

Lívinha,oseu comentário fortale-nos o ânimo para continuarmos cada vez mais dispostos ao cumprimento do dever de trabalhar por um mundo melhor, onde todos tenhos direitos e deveres na construcao de si mesmos e do próximo. Um grande abraço!