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Analisando as possibilidades de trabalho que a sociedade oferece ao homem, Allan Kardec argumenta: “Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos.”
A educação visa fazer aflorar todas as experiências úteis do individuo, e atenuar todas as tendências viciosas que trouxe do passado. Educar é transformar; o que estar em pleno acordo com o “viver é recordar” de Platão, discípulo de Sócrates há quatrocentos anos antes de Cristo.
Em Pensamento e Vida, o Espírito Emanuel define o hábito como sendo “uma esteira de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina”. Esses reflexos mentais são adquiridos pelo Espírito nas suas múltiplas vivencias, envolvendo o passado e o presente e as conseqüências norteando-lhe o futuro. Em decorrência da quantidade de repetições que experimenta, acumulam-se os reflexos adquiridos e o Espírito então constrói sua própria rotina, que determina o seu caráter, constância e estabilidade relativas à maneira de agir e de reagir.
Quando analisamos a história do homem, contudo, observamos quão vagarosa é a marcha do Espírito. Seu progresso, no mais das vezes, é imperceptível, sutil. Suas imperfeições geralmente encobrem a glória de suas árduas conquistas, mormente naquilo que diz respeito à moral. Correm os séculos e o homem prossegue atrelado às ilusões do mundo, repetindo velhos erros, com roupagem nova.
Atento a essa lentidão humana, Jesus inaugurou a Era do Espírito para despertar nas criaturas a vontade de vencer o mal, entronizando o homem novo e destituindo o homem velho, num esforço de transformação profunda da personalidade, envolvendo todo o campo do comportamento, na esteira da exemplificação sublime, da manjedoura humilde à cruz ignominiosa. No contexto do seu magistério divinal, o Mestre asseverou: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”... Que verdade é essa, senão, em primeiro lugar, a verdade acerca de si mesmo?
Sem dúvida alguma, a Boa Nova ou o Evangelho de Jesus apresenta caráter libertador, mostrando qual deve ser a postura de cada um de nós perante o Pai, perante o próximo e perante si mesmo. E se o hábito já levava a criatura a um distanciamento natural da sua própria realidade existencial, Jesus veio chamar a atenção do homem para a sua natureza espiritual, revestindo dessa forma a sua pedagogia, quando disse: “ Vos sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo... resplandeça a vossa luz...” Noutro momento, lembrou: “ Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Se estávamos, portanto, habituados a nos vermos apenas como homens, cuja existência não passaria do balizamento berço-túmulo, cuja realidade começaria no pó e no pó mesmo terminaria, agora éramos postos a pensar diversamente.
Se a época do Cristo vigorava, como regra geral, a lei de talião: olho por olho, dente por dente. O 0fendido achava-se no direito de fazer justiça com as próprias mãos, fosse um indivíduo uma família ou uma coletividade, habito milenar difícil de desfazer. Imperava o ódio, que gerava, por sua vez, o ardente desejo de vingança. O indivíduo portava toda a agressividade do passado representado seu caráter animalesco, bárbaro, incivilizado, que procurava impor –se aos outros.
JESUS porém, com ternura e autoridade moral, diante das atitudes mais rotineiras das criaturas, ministrou belíssimos ensinamentos, com uma postura em que o rigor e o amor compunham a divina fórmula. Foi assim que começou a despertar nos homens a necessidade de amar a Deus, acima de tudo, apresentando-o como um Pai justo e misericordioso, que dispensa práticas exteriores com o fim de demonstrar-lhe gratidão. Nesse contexto, sepultou a figura do Deus mosaico, que se impunha pela tirania e impiedade, e fez brilhar a imagem do Pai soberanamente bom e perfeito, despido de qualquer traço de humanidade, mas de Espírito, Deus é Espírito e é em Espírito que ele quer ser adorado! Em seguida, ensinou-nos a nos amarmos uns aos outros, como ele mesmo nos amou, o que equivale ainda a amarmos ao nosso próximo como a nós mesmos. E, em outra ocasião, definiu a regra áurea, agora dentro da lei de amor: fazei aos outros o que gostaríeis que os outros vos fizessem. Além disso, pregando uma radical mudança de habito, advertiu-nos para não resistirmos ao mal, concluindo que era essencial mesmo amarmos os nossos inimigos, fazermos o bem aos que nos odeiam e orarmos pelos que nos maltratam e nos perseguem. Tamanha transformação, em verdade, não estava al alcance imediato das criaturas do seu tempo, mas permaneceria como uma porta aberta aos Espíritos amadurecidos do porvir.
“A oração talvez não mude as coisas para você, mas, com certeza, mudará você para as coisas.”
Samuel M Shoemaker
Não seja homem-parede,
Porém homem-ponte, Irmão.
Este é bom: a quem tem sede,
Dá água, oferece a mão;
É traço vivo de união
Entre a fé e a dor que explode...
Aquele a todos diz não:
Não quer, não sabe, não pode,
E vegeta sob o signo
De estrela afogada em lama...
Não sabe de que só é digno
De ser amado que ama.
Olho por olho é eficaz
Somente onde há insensatez,
Visto que o bem que se faz
Anula o mal que se fez
Quem não perdoa, retém
No peito em brasas um punhal.
A ordem é agir no Bem,
Sem nunca reagir no mal.
Perdoe sem se importar
Se o outro ainda o magoa.
O perdão – vale lembrar –
É bom para quem perdoa.
Mas... e quando eu firo alguém,
Depois me arrependo e, então,
Perdão lhe peço também,
Ele, porém, me diz não?
Quem faz o mal, Deve à Lei
De Deus, e não à criatura,
E quem diz “não perdoarei”,
Já vive em fel de amargura.
Doce é perdoar-se também
E amar-se é bom, Coração.
São fontes de Eterno Bem:
Auto-amor e autoperdão.
Mário Frigéri
*Versos inspirados na mensagem evangelizadora de Divaldo Pereira Franco.

CRIANÇA – ESPÍRITO EM EVOLUÇÃO
Hoje, 25 de janeiro de 2009, nasce Lucca, o meu segundo neto e filho da minha filha Flávia e o meu querido genro Yusley. A emoção muito grande desse importante evento nos toca profundamente a alma, quando sabemos que o nascimento de uma criança é o retorno do Espírito imortal para mais uma etapa no seu processo evolutivo. Lucca chega num momento de profundas mudanças no Planeta Terra, onde vemos as nações ansiosas diante de uma crise sócio-econômica-global, onde o mais poderoso país do mundo historicamente acaba de há cinco dias atrás, empossar o seu 44º. Presidente; e desta vez um negro num país em que a pouco mais de quatro décadas, dizia-se e era realmente uma país racista, onde o negro não podia participar política e socialmente de nada, pois oficialmente estava excluído da comunidade branca. Trata-se dos Estados Unidos da América e o seu mais novo presidente Barack Obama. (Veja o nosso blog postado em 22.01) e as reações natural de mundo globalizado do século XXI em sua grande transição. Lucca certamente já pertence a “geração nova” que vem para mudar o mundo, na busca da Fraternidade universal!
Indo além das pesquisas da pedagogia tradicional e da psicologia educacional, a Doutrina Espírita nos revela, principalmente nos livros de André Luiz, o imenso trabalho do Mundo Espiritual na preparação de uma nova encarnação. Iluminando a pedagogia e a psicologia, a Doutrina Espírita nos revela que a criança é o Espírito que retorna, trazendo necessidades individuais e um programa de vida estabelecido durante sua preparação para reencarnar.
Um dos grandes exemplos de fé na educação, no deu Pestalozzi, quando, em Stans, na Suíça, arrebanhava as crianças abandonadas nas piores condições possíveis, albergando-as no orfanato que dirigia. A ação educativa de Pestalozzi, embasado no amor e na fé, reconduzia o Espírito aos canais superiores da evolução. Transformava crianças rebeldes em homens de bem. O educador sabe amar seu discípulo e ver nele o Espírito eterno, filho de Deus que renasceu para evoluir, seja qual seja a sua situação atual.
O Espírito Fénelon, numa mensagem dada em Bordéus em 1861, ítem 9 do capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo, assim se expressa: “(...) Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da pratica deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam: fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes”. E prossegue ainda com notável inspiração: “Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. É um íma a que não lhe é possível resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, nos vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repetir estas suavíssimas palavras: "Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros." (...)”
A Terra cumprirá a sua missão pois sobre a égide do Cristo já estão encarnando os Espíritos missionários para mudar o mundo transformando-o num planeta civilizado, e que Lucca esteja fazendo parte deste cortejo, dessa falange de amor que vem para tornar melhor a vida na Terra!
"... Aprendei de mim que sou
manso e humilde de coração."
(Mateus: 11-28)
Os que são incapazes de consegui-la identificando-na como fraqueza.
Os pessimistas que chafurdam no poço do orgulho ferido e não se dispõe à luta, detestam-na, porque se sentem incapazes de possuí-la.
Os derrotistas utilizam-se da subestima para denegri-la.
Os fracos, falsamente investidos de força, falseiam-lhe o significado, deturpando-lhe a soberana realidade.
Porque muitos não lograram vivê-la e derraparam em plenos exercícios, desconsideram-na...
Ela, no entanto, fulgura e prossegue.
Sustenta no cansaço, acalenta nas dores, robustece na luta, encoraja no insucesso, levanta na queda... Louva a dor que corrige, abençoa a dificuldade que ensina, agradece a soledade que exercita a reflexão, ampara o trabalho que disciplina e é reconhecida a todos, inclusive aos que passam por maus, por ensinarem, embora inconscientemente, o valor dos bons e a excelência do bem.
Chega e dulcifica a amargura, balsamizando qualquer ferida exposta, mesmo em chaga repelente.
Identifica-se pela meiguice, e, sutil, agrada, oferecendo plenitude, quando tudo conspira contra a paz de que se faz instrumento.
Escudo dos verdadeiros heróis, tem sido a coroa dos mártires, o sinal dos santos e a característica dos sábios.
Com ela o homem adquire grandeza interior, e considerando a majestade da Criação, como membro atuante da vida, que é, eleva-se e, assim, eleva a humanidade inteira.
Conquistá-la, ao fim das pelejas exaustivas, é lograr a paz.
No diálogo entre Jesus e Pilatos, esteve presente no silêncio do Amigo Divino e ausente no enganado fâmulo de César...
Seu nome é humildade.
Joanna de Ângelis
(Livro Convites da Vida, psicografia de Divaldo Franco)
BARACK OBRAMA, 44o.presidente dos EUA no seu discurso de posse no dia 20 de janeiro de 2009:
“Nossa economia está bastante enfraquecida, em conseqüência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também por nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era. Casas foram perdidas, empregos cortados, negócios fechados. (...) Eles (os desafios) são sérios e são muitos.”
“Não é a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle – e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu do poder da nossa prosperidade.”
“Às nações pobres, nós queremos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem. Para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora das nossas fronteiras.”
“Começaremos por sair do Iraque com responsabilidade e por criar um esforço de paz no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global.”
“Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus – e ateus. (...) Não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia. (...) E que a América vai desempenhar o seu papel em uma nova era de paz. Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho a seguir, baseado em interesse e respeito mútuo.”
Comentários de Chefes de Estado do Velho Mundo (A União Européia principalmente):
ANGELA MERKEL, chanceler (premiê) da Alemanha:
“Eu espero que a nossa cooperação seja delineada por ouvirmos um ao outro e tomarmos decisões que levem em conta que um país sozinho não pode resolver os problemas do mundo”.
NICOLAS SARKOZY, presidente da França:
“Eu quero garantir a você que a França está determinada a trabalhar de mãos dadas com o EUA, seu amigo e aliado, para que juntos possamos responder aos imensos desafios que o mundo enfrenta hoje.
GORDON BROWN, primeiro-ministro do Reino Unido:
“O mundo inteiro está acompanhando a posse do presidente Obama, presenciando um novo capítulo na história norte-americana e mundial. Ele começa com a determinação de resolver os problemas mundiais.”
JOSÉ LUIS ZAPATERO, presidente (premiê) de Governo Espanhol:
“Com seu discurso, Obama nos dá hoje esperança, e suas palavras nos situam no melhor caminho para relação fluida e frutífera com o governo da Espanha.”
BENTO XVI, papa, o representante do Estado do Vaticano:
“Rezo para que você assuma com a determinação de promover o entendimento e a cooperação e a paz entre as nações, para que todos possamos compartilhar o banquete da vida, o qual Deus deseja servir para toda a família humana.”
Sem dúvida a ansiedade da Humanidade está exorbitando, pois o homem que aprendeu a viajar para as estrelas, ainda tem sérias dificuldades em viajar para dentro de si mesmo. Todo o conhecimento, a tecnologia, o domínio das ciencias exatas,da filosofia, da sociologia, da cibernética ou de todo o intelectualismo dos tecnocratas, terapeutas, religiosos ainda demonstra que o intelectual da era moderna só poderá respirar quando tiver como móvel da sua condição superior a abrangência da elevação dos sentimentos no sentido de estar norteado por uma capacidade intelecto-moral, pois sem essa percepção ele está fadado a destruição de si mesmo na grande incógnita: quem sou eu, de onde vim e para onde vou.É tempo de profunda reflexão, é tempo de resgatar o princípio exarado em 1789 durante a revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Deus nos guarde e permita que realmente neste milênio da grande transição possam os dirigentes das nações unidos ao de todos os homens capitarem a mensagem de Jesus de Nazaré: "Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei"
Muita paz!
Em o Evangelho segundo o Espiritismo (cap. I, item 6), Allan Kardec observa: “A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos (...).”
Deus nos criou como Espíritos imortais em constante processo de aprimoramento. Criou o Universo e as Leis que o regem, dentre as quais a do Progresso que nos leva, gradativamente, à perfeição. Desde a fase mais primitiva da Humanidade, vem atendendo às necessidades do homem e em nenhum momento o abandonou. Essa assistência, todavia, sempre levou em consideração as conquistas já realizadas pelo trabalho do próprio homem.
Quando o homem iniciava o desenvolvimento de sua inteligência e de seus sentimentos, a Providencia Divina assistiu-o com as noções básicas da religião que veio com o totemismo, onde já se encontrava a mediunidade. Quando ele apresentava condições de melhor compreender os princípios da Justiça, enviou Moisés, com as tábuas da lei. Quando já se descortinava com a possibilidade de receber lições mais profundas sobre a vivencia do Amor, enviou Jesus para nos ensinar e exemplificar. Quando, ampliando o seu conhecimento nos campos da ciência, da filosofia, da religião e das artes, o homem já demonstrava a possibilidade de melhor compreender a Verdade, enviou o Espiritismo. E com o Espiritismo veio o conhecimento das Leis Morais, possibilitando a compreensão maior de tudo o que o cerca, da necessidade de progredir e dos meios necessários à sua evolução.
Sem duvida, a Doutrina Espírita constitui-se no “outro Consolador” a que se refere Jesus (João 14: 15-17), que veio no seu devido tempo para ensinar todas as coisas e recordar tudo o que Ele havia dito e praticado. Cabe-nos, pois, não apenas argumentar quanto à autenticidade do que a Doutrina Espírita é o Consolador prometido, mas, acima de tudo, demonstrar, pela qualidade da pratica espírita, que o Espiritismo representa a chave com a qual melhor compreendemos o Evangelho, e que com ele se descortinam os horizontes espirituais do homem, estimulando-o à pratica do amor ao próximo, em toda a sua plenitude, único caminho que realmente nos eleva moral e espiritualmente.
“15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos; 16 e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conhecereis, porque ele habita convosco e estará em vós.”
Editorial da Revista Reformador – Ano 122 – NO. 2101 – ABRIL 2004
“26 mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”
LE Questão no. 886 – Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade como a entendia Jesus?
“benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.
Questão 922 de O Livro dos Espíritos: A felicidade terrestre é relativa a posição de cada um. O que basta para a felicidade de um constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é posse do necessário. Com relação a vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”
Questão 793 de O Livro dos Espíritos: Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?
“Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.”
“A evolução é uma Lei Natural norteada por ciclos. Homens e instituições, idéias e fenômenos da natureza obedecem ao sublime princípio da “emancipação ordenada”. Nascer e renascer, infância e maturidade, semeadura e colheita.
O Espiritismo alcança seu período de maioridade. É a etapa na qual ocorre a ceifa. Instante divino de definições, tendo em vista o futuro de expansão e glória a que tudo e todos se destinam na vida. Esse ciclo de ceifa orienta-se pela separação do “joio e do trigo”. Após crescerem juntos, é mister discernir para que servirá o fruto da plantação.(Livro Lírios de Esperança – Ermance Dufaux (espírito))
Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Deste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo o Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.
Cumpra-se Teu mandamento
Que não vacila nem erra,
Nos Céus, como em toda Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão do caminho
Feito da luz, no carinho
Do pão espiritual.
Perdoa-nos, meu senhor,
De iniqüidade e de dor
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.
Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro
Distante da vossa luz.
Que vossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade
Onde se faça a vontade
De vosso amor... Assim seja.
José Silvério Horta