terça-feira, 13 de outubro de 2009

JESUS E TERNURA






A figura de Jesus é a expressão perfeita da ternura.

Desde a sua chegada ao mundo, anunciado pelos Espíritos Luzeiros como mensagem de alegria, fez-Se o modelo da ternura.

Adiante, no aconchego dos pais evolventes, foi o prestimoso e amigo, filho enternecido, cooperando e iluminando com o seu modo suave, tudo o que se achava a Sua volta.

Envolvendo os homens simples e dispostos, convocando-os à busca do Reino de Deus na Terra, convertendo-os em Discípulos, demonstra fraternal ternura.

Recebe a mulher perturbada da emoção, em Magdala, e fala-lhe do verdadeiro amor, sensibilizando-a com a Sua expressiva ternura.

Conversa, ternamente, com as amigas de Betânia, com a liberdade de admoestar e esclarecer, como só alguém de coração terno poderia fazer.

Dialoga com gentes singelas das estradas, fazendo-as viver momentos de terna atenção, que jamais esqueceriam.

No alto da cruz que O martirizava, roga ao Pai, ternamente, pelos próprios infortunados agressores.

Após o decesso, retorna ao ambiente dos amigos temerosos e assustados, a fim de saudá-los com a cálida mensagem de paz.

Em nome da Sua ternura, promete ao rebanho que intercederia junto ao Pai, para que nos enviasse outro Consolador, para que a humanidade não se tornasse órfã, desprotegida.

Cada gesto, cada palavra, cada atitude do Celeste Amigo, refletia o coração amoroso e a alma plena de ternura, que O caracterizavam.

Agora, quando os cânticos que lhe relembram o berço luminoso, ecoam em nossa alma, vale a pena evocarmos a boa-nova de carinho do Senhor.

Nas experiências desses dias turbulentos, violentos, ásperos. Nesses tempos de abandono e insanidades múltiplas, deixa-te envolver por Jesus. E, ao olhar os olhos dos teus irmãos, dos que te são próximos, dos que fazem parte do teu caminho comum, enternece-te.

Evita franzir o cenho, aborrecido. Entende mais.

Evita a palavra rude. Silencia em paz.

Evita a mágoa que carcome. Sê mais indulgente.

Distribui um pouco de entendimento, de paciência, de sorrisos, de harmonia em teu derredor.

Vibra com Jesus no Natal. Enternece-te!

Rosângela Costa Lima

Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em 04.11.1991, na Sociedade Espírita Fraternidade – Niterói – RJ.

domingo, 11 de outubro de 2009

Necessidade da autoiluminaçâo






Depois que o ser humano desenvolveu o intelecto e a razão deu-se conta que essas conquistas não lhe bastam à existência, porque não o preenchem interiormente.

No vazio existencial que o aturde, desenha-se-lhe a necessidade da autoiluminação, isto é, do autoencontro, da autorrealização.

Esse fenômeno é compreensível, porque a iluminação é o vir-a-ser, o encontro com a realidade, a plenificação íntima.

Confundida com manifestações extrafísicas, tem sido postergada por muitos candidatos, que receiam o envolvimento com a paranormalidade, com obrigações mediúnicas e outras que exigem esforços mentais e morais.

Certamente que a iluminação é um tentame de natureza espiritual convidando à conscientização em tomo da imortalidade.

Ela ocorre quando há uma predisposição psíquica, às vezes, também inesperadamente, qual sucedeu a Buda, a São Francisco e a milhares de outros, acontecendo, de igual maneira, quando o ser se encontra sob imensa emoção, conforme sucedeu com Saulo, ao ver Jesus às portas da cidade de Damasco, ou discretamente, no silêncio da mente e do coração.

Aquele que se ilumina, descobre a vida na sua grandiosidade e experimenta um ilimitado sentimento de compaixão acompanhado de gratidão a todos quantos o precederam, aos contemporâneos e àqueles que virão depois...

Essa fascinante experiência transcende as conquistas do intelecto, caracterizando o despertar do sonho convencional e monótono da vida física e das suas exigências, abrindo espaço íntimo rico de paz e de bem-estar.

Com ela rompe-se a dualidade do ser, na qual o ego e o self lutam pela primazia, conseguindo harmonizá-los em uma suave identificação de objetivos, em que não mais se combatem, porém se unem na mesma finalidade existencial.

É o exemplo das células que estão sempre ativas, mas que não trabalham exclusivamente para elas mesmas, senão para o conjunto orgânico, perpetuando-se na mitose até o momento da consumpção pela morte biológica.

Esse é o instante significativo da expansão do amor, que passa a movimentar-se além do estreito círculo do ego e do si mesmo, para servir à sociedade no seu conjunto, contribuindo com harmonia e bênçãos outras de solidariedade e bem-estar.

Com a iluminação adquire-se sabedoria, esse estágio que vai além do conhecer, alcançando o altiplano moral do ser, do encontrar-se no mundo com todos e não estar amordaçado nem aprisionado a ninguém.

Torna-se, aquele que se ilumina, mesmo que o não deseje, observador da própria consciência, dilatando-a e utilizando-a para a compaixão e o amor.

Transformando-se em conhecedor do que lhe sucede e acontece em volta, supera as paixões emocionais, os interesses egoístas e equilibra-se, qual se estivesse detendo a atenção em uma flor, na magia da sua realidade e do seu perfume, procurando entendê-la...

* * *

De alguma forma, a fim de que a iluminação ocorra, é necessário que seja alcançado o estado de inocência, a superação das suspeitas e dos vícios, a modificação de estruturas e de conceitos morais.

Não se trata da conquista de uma inocência qual a que existe nas crianças, que é ignorância a respeito das coisas, mas a anulação da malícia, das intenções dúbias e invejosas.

O sábio é inocente, bem diferente, no entanto, de uma criança, que ignora quem é, o que deverá fazer, por que se encontra na Terra...

À medida que cresce, perde essa inocência, enquanto que o sábio, quanto mais transcorre o tempo mais inocente, mais feliz, mais confiante se apresenta.

O ego torna-se diluído no ser profundo, e não existe nele tormento nem ansiedade.

Nesse estágio não teme o futuro, não sofre as recordações do passado, não se aflige com a chegada da velhice e muito menos com a perspectiva da morte.

A autoiluminação é também a mais eficaz maneira de compreender os outros, porque o indivíduo se conhece a si mesmo, após haver descoberto de onde veio, para onde vai e como alcançar o novo patamar da felicidade.

Quando a inteligência se torna capaz de alcançar um conhecimento mais elevado e poderoso do que aquele que é fruto da reflexão, o campo está preparado para a autoiluminação, que pode surgir como um relâmpago ou ser alcançada suave e delicadamente...

É imprescindível que se aplique todo o empenho para a conquista da autoiluminação, que se transforma na identificação da Verdade, na compreensão sobre Deus, em que o raciocínio cede lugar à intuição, à captação plena do Pensamento Cósmico.

O ser iluminado compreende que não se pertence e que todo o esforço em favor do próximo e do mundo no qual se encontra, faz parte da sua vida.

Quando Jesus disse que o reino dos Céus está dentro de nós, acenou com a possibilidade de que, a partir da autoiluminação, o indivíduo já penetrou nele e passa a fruí-lo.

A iluminação não tem limites, porque o seu campo de expansão é o infinito.

Graças a essa conquista, alcança-se um estágio mais elevado de compreensão que traduz de maneira incomum a beleza do existir e do evoluir.

Pode-se afirmar que a finalidade precípua da existência corporal é a conquista dessa admirável experiência.

Não se suponha tratar-se de algo inalcançável, que somente assim o é para quem se contenta com a existência sensualista, trabalhada nas paixões servis e nos prazeres entorpecentes dos órgãos sensoriais.

A autoiluminação rompe essa barreira impeditiva.

* * *

Desperto para a realidade da vida imortal, o candidato à iluminação interior avança trabalhando os sentimentos, desenvolvendo a compaixão pela vida e por todos os seres sencientes de forma que o amor domine as paisagens do coração.

Centraliza o teu pensamento em Jesus, e mesmo sem afastar-te dos deveres que te dizem respeito junto à família, à sociedade e ao próximo, trabalha-te na expectativa da autoiluminação.

Após experimentá-la, nada mais te perturbará, facultando-te entender o estado numinoso, de graça, de samadi, de reino dos Céus.



Joanna de Ângelis

Página psicografada pelo médium

Divaldo Pereira Franco na noite de

3 de junho de 2009, em Assis, Itália.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NÃO É DE TODOS




“E caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundãncia de pão, e eu aqui pereço de fome!” — (LUCAS, CAPÍTULO 15, VERSÍCULO 17.)

Examinando-se a figura do filho pródigo, toda gente idealiza um homem rico, dissipando possibilidades materiais nos festins do mundo.

O quadro, todavia, deve ser ampliado, abrangendo as modalidades diferentes.

Os filhos pródigos não respiram somente onde se encontra o dinheiro em abundância.

Acomodam-se em todos os campos da atividade humana, resvalando de posições diversas.

Grandes cientistas da Terra são perdulários da inteligência, destilando venenos intelectuais, indignos das concessões de que foram aquinhoados. Artistas preciosos gastam, por vezes, inutilmente, a imaginação e a sensibilidade, através de aventuras mesquinhas, caindo, afinal, nos desvãos do relaxamento e do crime.

Em toda parte, vemos os dissipadores de bens, de saber, de tempo, de saúde, de oportunidades...

São eles que, contemplando os corações simples e humildes, em marcha para Deus, possuídos de verdadeira confiança, experimentam a enorme angústia da inutilidade e, distantes da paz Intima, exclamam desalentados:

— “Quantos trabalhadores pequeninos guardam o pão da tranqüilidade, enquanto a fome de paz me tortura o espírito!”

O mundo permanece repleto de filhos pródigos e, de hora a hora, milhares de vozes proferem aflitivas exclamações iguais a esta.



Do livro Pão Nosso
Médium - Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito EMMANUEL
Editora da FEDERACAO ESPIRITA BRASILEIRA

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ACEITA A CORREÇÃO



E, na verdade, toda correção, no presente, não
parece ser de gozo, senão de tristeza, mas,
depois, produz um fruto pacífico de justiça
nos exercitados por ela"... - Paulo. (HEBREUS, 12:11).


A terra, sob a pressão do arado, rasga-se
e dilacera-se, no entanto, a breve tempo,
de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.

A árvore, em regime de poda, perde vastas
reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se,
todavia, em semanas rápidas, cobre-sede
nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.

A água humilde abandona o aconchego da fonte,
sofre os impositivos do movimento, alcança o
grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.

Qual ocorre na esfera simples da Natureza,
acontece no reino complexo da alma.

A corrigenda é sempre rude, desagradável,
amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam
a luz, resulta sempre em frutos abençoados
de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.

A terra, a árvore e a água suportam-na, através de
constrangimento, mas o Homem, campeão
da inteligência no Planeta, é livre para
recebê-la e ambientá-la no próprio coração.

O problema da felicidade pessoal, por isso
mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.

Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.

Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque
semelhante dádiva, na maior parte das vezes,
não chega envolvida em arminho, e, quando
levada aos lábios, não se assemelha a saboroso
confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada
de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.

Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.

A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos
de sublimação que nos compete aproveitar.

Emmanuel (Espirito)

Do livro: FONTE VIVA - Mediunidade de FRANCISCO CANDIDO XAVIER


Do livro: FONTE VIVA
Psicografia do médium FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Editora da Federação Espírita Brasileira

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AMAS O BASTANTE?


AMAS O BASTANTE?

“Perguntou-lhe terceira vez:
Simão, filho de Jonas, amas-me?”
— (JOÃO, capítulo 21, versículo 17.)

Aos aprendizes menos avisados
é estranhável que Jesus houvesse
indagado do apóstolo, por três vezes,
quanto à segurança de seu amor. O
próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação
repetida, entristecera-se, supondo
que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.

Contudo, o ensinamento é mais profundo.

Naquele instante, confiava-lhe Jesus
o ministério da cooperação nos serviços
redentores. O pescador de Cafarnaum
ia contribuir na elevação de seus tutelados
do mundo, ia apostolizar,
alcançando valores novos para a vida eterna.

Muito significativa, portanto, a pergunta
do Senhor nesse particular. Jesus
não pede informação ao discípulo, com
respeito aos raciocínios que lhe eram
peculiares, não deseja inteirar-se
dos conhecimentos do colaborador,
relativamente a Ele, não reclama
compromisso formal. Pretende saber apenas
se Pedro o ama, deixando perceber que,
com o amor, as demais dificuldades
se resolvem. Se o discípulo possui suficiente
provisão dessa essência divina, a
tarefa mais dura converte-se
em apostolado de bênçãos promissoras.

É imperioso, desse modo, reconhecer
que as tuas conquistas intelectuais
valem muito, que tuas indagações
são louváveis, mas em verdade somente
serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.

EMMANUEL (ESPÍRITO)

Do livro: CAMINHO, VERDADE E VIDA - Mediunidade Francisco Candido Xavier

sábado, 3 de outubro de 2009

DIRETRIZ





Observa, cada manhã é um novo dia.
Renasceste.
Saíste, mais uma vez, da nebulosa.
Deus te renovou o pensamento no cérebro aceso.
Retomaste a presença da luz.
O tempo te pertence.
Podes idear, criar, analisar.
Despertaste junto dos outros.
Tens o dom de servir.
Aceita a bênção de
entender e a felicidade de trabalhar.
Reinicia a tarefa, estampando
um sorriso em tuas páginas de bondade.
Coloca otimismo e paz,
esperança e alegria em tua lista de doações para hoje.
Age agora para o bem.
Se mágoas te ontem ainda te
pesam na alma, procura esquecê-las.
Se ofendeste a alguém,
dispõe-te a sanar a falta cometida.
Se alguém te feriu, perdoa sem condições.
Olha os quadros em torno..
A vida te busca.
A oficina da oportunidade te abre as portas.
Escolhe fazer o melhor que puderes.
Sai de ti mesmo.
E segue adiante para amar,
auxiliar, construir e
compreender, porque Deus espera por ti.

MEIMEI (espirito)

Do livro: AMIZADE - Mediunidade FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Posses Definitivas


“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” — Jesus.
(JOÃO, capítulo 10, versículo 10.)


Se a paz da criatura não consiste na abundância do que possui na Terra,
depende da abundância de valores definitivos de que a alma é possuída.

Em razão disso, o Divino Mestre veio até nós para que sejamos portadores
de vida transbordante, repleta de luz, amor e eternidade.

Em favor de nós mesmos, jamais deveríamos esquecer os dons
substanciais a serem amealhados em nosso próprio espírito.

No jogo de forças exteriores jamais encontraremos a iluminação necessária.

Maravilhosa é a primavera terrena, mas o inverno virá depois dela.

A mocidade do corpo é fase de embriagantes prazeres;
no entanto, a velhice não tardará.

O vaso físico mais íntegro e harmonioso experimentará,
um dia, a enfermidade ou a morte.

Toda a manifestação de existência na Terra é
processo de transformação permanente.

É imprescindível construir o castelo interior, de onde possamos erguer
sentimentos aos campos mais altos da vida.

Encheu-nos Jesus de sua presença sublime, não para que possuamos
facilidades efêmeras, mas para sermos possuídos pelas riquezas imperecíveis;
não para que nos cerquemos de favores externos e, sim,
para concentrarmos em nós as aquisições definitivas.

Sejamos portadores da vida imortal.

Não nos visitou o Cristo, como doador de benefícios vulgares.
Veio ligar-nos a lâmpada do coração à usina
do Amor de Deus, convertendo-nos em luzes inextinguíveis.


EMMANUEL (ESPÍRITO)

Do livro Caminho, Verdade e Vida - Mediunidade FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER