segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

CANTO DE LOUVOR


Após uma visita ao Vigelands Parken em Oslo,
Noroega, no dia 14 de junho, onde estão expostas,
em caráter permanente, inúmeras esculturas em
mármore e bronze de autoria de Vigeland, foi
psicografado o poema abaixo:


Senhor,
Há tanto para exaltar em Teu Nome!
A brisa perfumada que perpassa,
Rociando a delicada face da Natureza em festa,
É a sinfonia da vida em intérmina magia
De cor, de luz e de poesia
Convidando ao amor, à harmonia.

Pipilam avezitas em delicados ninhos,
Protegidas pelos carinhos
De vigilantes pais.
Movimentam-se pequeninos animais
Entre tufos verdejantes e regatos canoros...
Em tudo estão presentes
A ordem, a alegria, a paz.

No imenso tapete de relva,
Violetas perfumadas
Confraternizam com misótis azuis,
Enquanto as rosas,
Sempre formosas,
Esplendem em festões.
Jasmins e nobres tulipas,
Papoulas vermelhas e amarelas,
Delicadas e belas,
São renovado encantamento para as emoções.

O céu azul, infinito,
Com ligeiras nuvens garças,
Faz-se moldura e tela permanente,
Onde o Pintor Celeste presente
Compõe novos painéis de beleza
Enriquecendo a Natureza.

Eu te exalto, Senhor!
Contemplando os lírios brancos e puros,
As folhas de verde variado,
As árvores vetustas, frondosas,
Nos imensos naturais jardins
Que me permites contemplar,
Identificando-Te em toda parte,
Aqui estou, comovida, a Te louvar.

Amélia Rodrigues

(Do Livro, Sob a Proteção de Deus - Diversos Espíritos - mediunidade de Divaldo Pereira Franco).

domingo, 15 de fevereiro de 2009

NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO


É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de destribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que se estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para todos os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. - S. Luís. (Paris, 1859)
(Do Livro, O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

VIDAS SUCESSIVAS


“ Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” - Jesus . (JOÃO, 3: 7.)


A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.
Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.
A reencarnação é lei universal.
Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.
O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.
Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.
A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem de vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.
Para a sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vitima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.
O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção do temporário esquecimento.

Emmanuel

(Do Livro Caminho. Verdade e Vida ditado ao médium Francisco Cândido Xavier)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ANTE O CRISTO LIBERTADOR


"Eu sou a porta" Jesus (JOÃO 10: 7.)

Segundo os léxicos, a palavra "porta" designa "uma abertura na parede, ao rés-do-chão ou na base de um pavimento, oferecendo entrada e saída".
Entretanto, simbolicamente, o mundo está repleto de portas enganadoras. Dão entrada sem oferecerem saída.
Algumas delas são avidamente disputadas pelos homens que, afoitos na conquista de posses efêmeras, não se acautelam contra os perigos que representam.
Muitos batem à porta da riqueza amoedada e, depois de acolhidos, acordam encarcerados nos tormentos da usura.
Inúmeros forçam a passagem para a ilusão do poder humano e despertam detidos pelas garras do sofrimento.
Muitíssimos atravessam o portal dos prazeres terrestres e reconhecem-se, de um momento para outro, nas malhas da aflição e da morte.
Muitos varam os umbrais da evidência pública, sequiosos de popularidade e influência, acabando emparedados na masmorrfa do desespero.
O Cristo, porém, é a porta da Vida Abundante.
Com ele, submetemo-nos aos desígnios do Pai Celestial e, nessa diretriz, aceitamos a existência como aprendizado e serviço, em favor de nosso próprio crescimento para a imortalidade.
Vê, pois, a que porta recorres na luta cotidiana, porque apenas por intermédio do ensinamento do Cristo alcançarás o caminho da verdadeira libertação.

Emmanuel

(Do livro Fonte Viva ditado ao médium Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CONQUISTA INTELECTOMORAL


Certamente, não seria possível transferir de ontem, do tempo de Jesus, à atualidade, a vivência evangélica.
Aqueles eram dias especiais e as circunstâncias se apresentavam diferentes por motivos históricos, sociológicos, psicológicos...
Os tempos possuem suas próprias características, que são trabalhos que resultam de suas aquisições estruturadas no progresso moral e cultural, que lhes assinala cada século.
No entanto, os ensinamentos de Cristo,têm um sabor especial, porque foram oferecidos para todas as épocas, apesar das conquistas e desgraças de cada período da evolução histórica dos povos.
A lei do amor, por exemplo, é de valor eterno, já que se fundamenta na lei natural, aquela que apresenta a criação e, portanto, a Divindade.
Dela surgem todas as outras leis que permitem o progresso, o crescimento, a evolução da vida.
Quando o conhecimento ama, impulsiona o ser à valorização de todos os seus recursos, que são aplicados para a superação das paixões primitivas, que intencionam manter o homem nas baixas etapas do desenvolvimento moral e intelectual...
Quando o conhecimento não ama, enlouquece a criatura humana e a guerra dirige o comportamento da Humanidade, que semeia a morte, a miséria e a destruição pelos caminhos, cobrindo-os de cadáveres e de desolação...
Enquanto isso, há inumeráveis desafios que surgem a cada momento diante de quem,encontrando o conhecimento da Verdade, luta para crescer e avançar para o bem.
Como existe, no homem, o predomínio dos instintos agressivos: a violência, a luxúria, a maledicência, o ciúme e o ódio, a cada passo, provocam sua queda, correspondendo a esse estudante de si mesmo, superar suas más inclinações e seguir animado pelos propósitos elevados do dever, do amor, do perdão e da caridade que dele se irradiarão em todas as direções, modificando a paisagem de dor e luta onde se encontra e convidando-o a servir e a progredir moralmente.
O espiritista é o conhecedor da verdade, pois sabe, por experiência intelectual, emocional e prática, que a vida continua, abrindo-se feliz depois do túmulo, impondo-se ao ser que transpõe indestrutível, a porta da morte, com valor e dignidade...
Com essa certeza, inicia, em seu próprio eu, um trabaho de pacificação íntima, um esforço de fraternidade, um compromisso com a vida, ajustando em sua vida, uma conduta pessoal rígida, que é uma repetição do comportamento cristão primitivo que tem aplicação em todas as épocas da História.
A doçura do amor suavisa a desolação e a brutalidade de muitas esperiências que lhe cabe sofrer, não permitindo-lhe diminuir a confiança nem a coragem pelo prosseguimento dos esforços de renovação e de paz.
Passa a ver os maus acontecimentos de forma diferente: quer dizer, superior, compreendendo a finalidade de cada sofrimento para a sua melhoria íntima.
Não se permite uma submissão estática, inútil, fatalista, senão uma tomada de posição dinâmica, porém, sem formas de rebeldia.
O amor impulsiona à grandeza moral e domina as tendências ancestrais do primitivismo, desconcertantes e prejudiciais, que encarceram na selvageria...
Meta e meio para a conquista dos títulos da sabedoria e libertação, o amor abre as portas ao homem para sua plenitude espiritual.
Por isso, diante das conquistas tecnológicas modernas, o espiritista se converte no elo de amor entre a inteligência alucinada e os sentimentos controvertidos, exemplificando, em todas as situações, com nobreza de alma, mediante a aplicação de seus dons intelectomorais - síntese do verdadeiro progresso -, que representam a mais preciosa conquista para fazê-lo realmente feliz, construindo, ao seu redor, e em si mesmo, o templo da paz e do bem, com esse amor que manifesta o pensamento de Deus no Universo, vivificando-o inteiramente.

Miguel Vives y Vives

(Do livro Rumo às Estrelas, psicografia Divaldo Franco e Diversos Espíritos)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NÓS E JESUS


Fazendo um balanço, através de reflexões, és impelido a renovar conceitos, face à necessidade de colocar o Senhor em muitas das posições que lhe competem e que lhe tens negado.
Não poucas vezes, receoso e desiludido, interrogas, concluindo falsamente, qual r3registando resposta infeliz, decorrente da íntima secura que padeces.
Se ainda nao te convenceste da necessidade de sintonizar com Ele, completa os raciocínios, pondo-O presente e notarás diferenças.
Mencionas cansaço e desequilíbrio como carga que se sobrepõe, esmagadora, quase te conduzindo ao fracasso. Todavia: "O fardo é leve!"
Referes que a amizade de amigos transitou da tua para províncias estranhas. Em decorrência sofres o vazio que ficou na alma, graças à deserção deles. No entanto: "Aquele que não tomar a sua cruz e seguir-me, não é digno de mim."
Esclareces que a monotonia das atividades a pouco e pouco mata o ardor do ideal que antes te abrasava. Tens a sensação de que já não é a mesma a chama da fé, que ardia em ti. Apesar disso: "O trabalhador da undécima hora faz jus ao salário daquele da hora primeira."
Informas que desejarias novos sinais dos Céus, a fim de que se robustecessem as convicções que parecem esvaziadas de conteúdo, na torpe sociedade de consumo. Sem embargo, a lição é simples: "Bem-aventurados os que não viram e creram."
Minado por enfermidades insistentes que te roubam a vitalidade, inquires: "Onde o auxílio divino, na direção das minhas necessidades?" Não obstante, a resposta está anunciada há quase dois mil anos: "Nem todos foram curados."
A ronda da fome aumenta cada vez mais, ampliando as dimensões dos seus domínios, e a miséria, soberana, governa milhões de destinos. Marejam-se os teus olhos, em justa compunção. No íntimo, indagas: "Por que o Senhor não solve a dificuldade?" Entrementes, a elucidação já foi dada: "Nem só de pão vive o homem..."

*

Sim, são horas de balanço interior, momento de colher o resultado da semeadura.
Cada um respira emocionalmente o clima da província psíquica em que situa as aspirações.
O homem alcança o destino que lhe compraz, e o ideal, nele, tem a vitalidade que o suprimento de sacrificio lhe dá, através de quem o sustenta.
És parte da família que constitui o rebanho do Cristo. O Senhor prossegue o mesmo. Faze um exame racional e honesto, a fim de verificares se a mudança, por acaso, não terá sido de tua parte.
O rumo que Ele nos aponta continua indicando liberdade. As amarras foram construídas por cada qual, para a própria escravidão espiritual.
Diante de tais considerações, no báratro dos tormentosos dias, convém consultar Jesus, sem cessar. E, se tiveres ouvidos capazes de escutar-discernindo, percebê-lo-ás a repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!"

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A LEI NATURAL


LE 614 O que se deve entender por lei natural?

- A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem; ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele é infeliz somente quando se afasta dela.

LE 615 A lei de Deus é eterna?

- Eterna e imutável como o próprio Deus.

LE 616 Deus ordenou aos homens, numa época, o que lhes proibiu em outra?

- Deus não pode se enganar; são os homens que são obrigados a mudar suas leis, porque são imperfeitos; mas as leis de Deus são perfeitas. A harmonia que rege o universo material e o universo moral é fundada sobre as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade.

LE 617 Que objetivos abrangem as leis divinas? Elas se referem a outra coisa além da conduta moral?

- Todas as leis da natureza são leis divinas; uma vez que Deus é o criador de todas as coisas. O sábio estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda as da alma e as pratica.

LE 617 a É permitido ao homem se aprofundar em ambas?

- Sim, mas uma única existência não basta.

• Que são de fato, alguns anos para adquirir tudo o que constitui o ser perfeito, se considerarmos apenas a distância que separa o selvagem do homem civilizado? A mais longa existência possível de imaginar é insuficiente e com maior razão quando é abreviada, como acontece com muitos. Entre as leis divinas, uma regem o movimento e as relações da matéria bruta: são as leis físicas, cujo estudo é do domínio da ciência. Outras dizem respeito especialmente ao homem em si mesmo e em suas relações com Deus e seus semelhantes. Elas compreendem as regras da vida do acorpo como também as da vida da alma; são as leis morais.
• As leis elitistas são transitórias porque foram criadas pelo prestigio de um grupo social ou pelo domínio de um povo ou nação em determinada época. Todavia, são constantes e imutáveis “as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade.
• O homem é um ser espiritual. As manifestações espíritas demonstram que a sua razão, seus sentimentos, suas lembranças, seu saber e suas qualidades morais, seu eu , enfim, residem no espírito, que pré-existe e sobrevive ao corpo e cujo destino é a perfeição. Esse espírito – e não apenas o corpo – se desenvolveu nos reinos inferiores da Criação,antes de atingir o plano da liberdade e da razão. E, no plano hominal, vai progredindo ainda e sempre, em sucessivas reencarnações, até alcançar a condição de Espírito puro.
• NO ser espiritual, manifesta-se a marca da divindade, pela lei moral, incrustada em sua consciência e que ele vai desvendando e compreendendo à medida que evolui. Em todos os aspectos do homem, percebe-se a imanência de Deus em sua natureza.
• A lei da evolução, tanto no plano material quanto no plano moral, nos faz entrever que a vida tem um propósito, um sentido, uma finalidade – o aperfeiçoamento de todos os seres. Vejamo-la aplicada na origem material do corpo humano ou na lenta incubação do espírito, desde o átomo até o arcanjo, ou ainda na esteira da evolução moral, que converte o canibal em sábio e o criminoso em santo – causa-nos sempre deslumbramento e reverencia perceber o impulso evolutivo que percorre a Criação. O autor dessa lei evolutiva é Deus. Ele está na origem de todas as coisas e também no fim, pois é o alvo de perfeição, beleza e bondade, que nos atrai para cima.

A teoria da evolução, proposta por Darwin e aperfeiçoada em nosso século, peca pela observação parcial do processo evolutivo, por que ele o vê apenas do ponto de vista material, quando sabemos que existe uma intervenção do plano espiritual no progresso da natureza. A evolução é orientada pelas inteligências que agem em nome do Criador. Além disso, não foi apenas o corpo físico que se alterou pelas mutações genéticas; as mutações originais devem ter ocorrido primeiro no corpo espiritual, porque este é a matriz da forma física.